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November 24 A-MOL-LA-ÇÃOA-MOL-AÇÃO Moro na Rua Frei Gil de Vila Nova no nº 215, bairro da Campina. Está é uma antiga rua do comércio que ainda tem como resquício amoladores de facas, tesouras, alicates e outros materiais cortantes. Estes amoladores mantêm-se aí desde o final do séc. XIX, a profissão foi se estabelecendo,que, passados de pais para filhos ou diversos membros da família, desta maneira, vem se preservando a profissão. Há muito tempo a rua é conhecida como a rua da amolação. Segundo a história, não tenho tanta certeza. Um Italiano, vindo morar em Belém, trouxe as ferramentas e a técnica de amolar tais materiais, depois passou todo o conhecimento a seu filho, e este ao seu também. Curiosamente observo muito o lugar e ato de amolar, pois acho incrível a resistência destes amoladores, já que o momento é de que as coisas têm validade para acabar de maneira rápida. Diante disto, lembro muito as frases populares que se referem ao termo amolar, como por exemplo, “não amola”, referindo a quem é dito, para não chatear, não aborrecer. Tem também o amolar a língua, este parece-me tratar das pessoas com língua afiada,que o que têm para dizer dirão, e outras frases interessantes. Pensando nestas frases, me vem à idéia de literalmente amolar a língua, e, como incomoda o barulho do esmeril de amolação. Então, a intervenção seria, num primeiro momento – pois pode sofrer alterações, convidar pessoas, a turma, para virem até aqui amolar alguma coisa, sem prévio aviso ao amolador, então, tirariam uma língua de boi da bolsa, outra, traria uma espada japonesa, outra uma faca bem pequenina, ou mesmo ver com turma o que eles gostariam de trazer para amolar. Isto tudo seria filmado por mim. No segundo momento, seria apresentado em turma, um vídeo, editado e com sonoplastia.
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